Sobre a Escolha

Como faço para decidir quem vai me operar?

Todos os dias fazemos escolhas. Poucas, porém, são tão determinantes quanto decidir a quem confiaremos a nossa vida diante de uma doença grave.

Quando uma doença exige cirurgia, vale parar e perguntar: o cirurgião à minha frente tem, de fato, experiência no tipo de operação que está propondo? Essa cirurgia faz parte da rotina dele e da sua equipe — ou é algo que ele realiza talvez uma vez por ano? São perguntas justas. O que se segue é uma resposta a elas.

O Dr. Andrea Petruzziello formou-se em Medicina pela Universidade Federal do Paraná. Concluídas as residências em Cirurgia Geral e em Cirurgia Oncológica, partiu para a França, então um dos principais polos da cirurgia peritoneal e hepatobiliar de alta complexidade — um ano como clinical fellow em Montpellier, operando fígado, pâncreas, peritônio e sarcomas, complementado por pós-graduações em Paris e Lyon. De volta ao Brasil, em 2015, incorporou à sua prática técnicas então restritas a poucos centros no país, como a cirurgia hepática minimamente invasiva e a cirurgia peritoneal com quimioterapia hipertérmica intraperitoneal (HIPEC).

Desde então, dedica-se exclusivamente às cirurgias abdominais de alta complexidade. Participou do tratamento de centenas de pacientes — casos de doença extensa, tumores que retornaram após um primeiro tratamento, operações envolvendo múltiplos órgãos ou os grandes vasos do abdômen. Esse percurso culminou na criação do Grupo HPB Oncodigestivo, fundado ao lado do Dr. Marciano Anghinoni, cirurgião dedicado à cirurgia oncológica do aparelho digestivo.

É aqui que está o que é mais difícil de perceber de fora. No Grupo HPB Oncodigestivo, optou-se por um desenho mais exigente que o habitual: dois cirurgiões sêniores, com qualificação equivalente, conduzem juntos todos os casos — cada um é o cirurgião principal nas suas operações e o primeiro assistente nas do colega. Em cirurgia abdominal complexa, muitas das decisões mais importantes são tomadas durante a operação, diante de achados que os exames nem sempre antecipam. Nesse modelo, o paciente nunca é operado por um cirurgião sozinho: há discussão técnica em tempo real, dupla checagem nas etapas decisivas e maior consistência diante do inesperado.

Diante de um câncer no abdômen, o que mais importa é estar nas mãos de quem faz dessas cirurgias a sua rotina, em uma equipe organizada para que as decisões mais difíceis sejam compartilhadas. Tornar esse caminho o mais seguro, claro e bem acompanhado possível é a razão de todo este trabalho. É a isso que nos dedicamos.

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